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Instituto Anelo lança projeto musical 100% produzido por negros

Confira o vídeo:




Uma ONG que através da música, tem transformado a vida e a realidade de mais de 5000 crianças e jovens. Assim é o Instituto Anelo, uma associação sem fins lucrativos que há 21 anos oferece aulas gratuitas de música em Campinas (SP), mas que acredita que o mesmo modelo de atuação pode funcionar em qualquer canto do país. E, para celebrar o Dia da Consciência Negra, o Instituto Anelo lançará em 20 de novembro, simultaneamente em todos os canais da ong (Facebook, Instagram e YouTube), a regravação em áudio e vídeo de Tributo a Martin Luther King, de Wilson Simonal.

Do arranjo até a edição final, todos os 21 participantes são profissionais negros, reforçando ser um projeto focado na representatividade negra. São professores, colaboradores, equipe técnica e o percussionista Fernando Saci, músico profissional nascido e criado na periferia de Campinas que atualmente vive e trabalha em Nova York, nos Estados Unidos.

Tributo a Martin Luther King é uma composição de Wilson Simonal (1938-2000) feita em parceria com Ronaldo Bôscoli (1928-1994). Foi gravada originalmente pelo próprio Simonal, em 28 de fevereiro de 1967 e ficou retida por quatro meses na censura do governo federal. Porém, em março de 1967, ao ser convidado para se apresentar na festa de entrega do Troféu Roquete Pinto, Simonal surpreendeu ao cantar Tributo a Martin Luther King, mesmo sem a liberação da censura. Em seu discurso, antes do número musical, ele disse:"Essa música, eu peço permissão a vocês, porque eu dediquei ao meu filho, esperando que no futuro ele não encontre nunca aqueles problemas que eu encontrei, e tenho às vezes encontrado, apesar de me chamar Wilson Simonal de Castro." Essa fala entrou para a história da música brasileira. "Cinquenta e quatro anos depois, a gente ainda está aqui falando sobre racismo", diz Luccas Soares, fundador e coordenador geral do Instituto Anelo, e que também é o principal mentor do projeto de gravação de Tributo a Martin Luther King. E completa: "Consegui seguir adiante porque não percebia tanto (o racismo). Depois de muito tempo constatei o quanto o negro, como eu, está excluído de um sistema que vem de séculos. E percebo claramente que eu não tenho mérito de nada sozinho, porque eu sei que, para eu estar aqui, muitos negros se foram, muitos negros sofreram para que eu pudesse ter o lugar de fala que tenho hoje. O mérito de um preto nunca vai ser individual."

O Instituto Anelo trabalha com quatro projetos: Brincando com os Sons (musicalização infantil); Instrumentos e Canto; Prática de Banda (música em grupo); e Sanfônica (aulas de acordeom). O Instituto também tem a própria big band, a Orquestra Anelo. Mais de 5000 alunos já foram atendidos pela organização. A maioria dos professores da instituição, assim como dos integrantes da Orquestra Anelo, é de pretos e pretas.
 
Serviço
Data: 20 de novembro
Onde: Nas redes sociais da Anelo

Redes
www.youtube.com/c/InstitutoAneloOficial
www.facebook.com/institutoanelo
www.instagram.com/institutoanelo
www.twitter.com/AneloInstituto
br.linkedin.com/company/instituto-anelo


Reprodução / YouTube




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