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CULTURA

Santander leva arte contemporânea a caixas eletrônicos de São Paulo



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O Santander Brasil realiza em São Paulo a primeira exposição de arte contemporânea em caixas eletrônicos do mundo. Iniciada durante a semana de comemorações do aniversário da capital paulista, no último dia 25 de janeiro, 90 caixas eletrônicos funcionais da região metropolitana foram transformados em obras de arte. A ação tem curadoria de Carlos Trevi, coordenador do Farol Santander São Paulo, Porto Alegre e da Coleção Santander Brasil, em projeto assinado pela Suno com execução de Angela Magdalena (Madai) e Julia Brandão (Ayo).
 

“Nossa intenção foi mostrar que podemos extrair beleza artística em todos os elementos que nos cercam, ir além das paredes dos nossos centros culturais. É inusitado, ousado e até divertido – elementos que a arte contemporânea possui. É muito necessário levar esse humor para os clientes do Banco na cidade de São Paulo, um dos grandes centros mundiais de arte urbana – um presente de arte e alegria à cidade em seu aniversário”, afirma Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade.


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Obra: Osmar Dalio | Creditos: Flavio Samelo

As intervenções serão em diversos formatos e matérias-primas: pinturas, grafites, colagens, tricôs, lambe-lambes, pelúcias, tecidos, materiais reciclados e equipamentos eletrônicos que seriam descartados, entre outros.

Flávia Junqueira, artista cujas instalações já ocuparam o Farol Santander, ficou encarregada de transformar três ATMs de São Paulo utilizando seu conceito de trabalho, permeado pelo universo da infância e da imaginação. Por meio de fotografias encenadas com elementos infantis e lúdicos, Flávia propõe três colagens digitais para ocupar os caixas eletrônicos.


Obra: Flávia Junqueira | Créditos: Renata Monteiro

Já Luiz Braga, um dos mais renomados fotógrafos brasileiros, participa desta iniciativa com uma característica fundamental em seu trabalho por meio da obra Visualidade Popular da Amazônia, onde retrata as cores da região por meio de fotografias.


Obra: Luiz Braga | Creditos: Flavio Samelo


A carioca Vivian Caccuri propõe uma instalação onde os caixas eletrônicos são cobertos por falsos cristais, com desenho inspirado nas coroas das aristocracias europeias, em um efeito que gera contraste com a arquitetura prática das agências bancárias.


Obra: Vivian Caccuri | Créditos: Nadja Kouchi

TATUAGEM (2021) é a obra do artista paulistano Jotapê Pabst que ocupa uma das agências selecionadas para a iniciativa. Tatuador, ilustrador e quadrinista, Jotapê buscou utilizar um método de intervenção inspirado no processo de tatuagem, tirando o molde os terminais que seriam ocupados por seu trabalho e, a partir daí, pensando os desenhos para ocupar toda a estrutura do caixa eletrônico, como se fosse um corpo inteiro.


Obra: Jotape Tatto | Créditos: Ale Urch

O artista visual uruguaio Fernando Velásquez, nome internacional que participa da ação promovida pelo Santander, desenvolveu a obra DATA FLOW utilizando processos de computação e algoritmos a partir de regras matemáticas. A proposta de Velásquez visa dar forma à imaterialidade dos fluxos de capital, que embora desconheçam fronteiras, impactam todo o mundo em uma velocidade muito rápida.


Obra: Fermando Verlazquez | Créditos: Thomas Teixeira

A dupla curitibana Rafael Silveira e Flávia Itiberê produziu uma instalação criada a partir da técnica do bordado com fios têxteis trançados, amarrados e pendentes. Essas são algumas das técnicas que a dupla vem desenvolvendo desde 2014.


Obra: Rafael Silveira e Flavia Itibere | Créditos: Thomas Teixeira

Outro participante internacional, porém radicado no Brasil, é Tec. Nascido em Córdoba (Argentina), o artista urbano explora na intervenção nos ATMs sua característica de action panting, usando materiais de técnicas simples como spray, rolos e tinta acrílica, criando uma pintura enérgica e graficamente impactante.


Obra: Tec | Creditos: Thomas Teixeira

 

“Nos inspiramos nos melhores exemplos de intervenções culturais urbanas que existem hoje no mundo, levando em conta que, para nós, o mundo financeiro e o das artes sempre estiveram juntos” afirma Igor Puga, diretor de Marca e Marketing do Santander Brasil.


“E levamos em conta a necessidade de distribuir as obras por todas as regiões da metrópole, como uma forma de democratizar o acesso à arte, considerando que os caixas eletrônicos são frequentados por públicos de todos os perfis.”

Cada obra terá um QR Code que trará o nome do artista, da obra e a temática selecionada. A relação de artistas e de locais de exposição podem ser consultadas em www.santander.com.br/artems. A mostra durará até 23 de março.

“Os ATMs (automatic teller machine) se tornaram uma tela em branco para 30 artistas com atuação de destaque na arte de rua e em intervenções urbanas em São Paulo, referência internacional no assunto, para garantir que os nossos caixas representassem obras à altura dos artistas que convidamos para essa experiência. O primeiro Caixa Eletrônico Parade também é mais uma oportunidade para estimular o trabalho de quem faz parte da economia criativa nacional”, explica Carlos Trevi, coordenador do Farol Santander em São Paulo e Porto Alegre e da Coleção Santander Brasil.


Lista de artistas participantes

Alê Jordão

André Feliciano

André Penteado e Karlla Girotto

Camille Kacchani

Carolina Ponte

Celina Portella

Dablio Black

Daniel Melim

Erica Mizutani 

Felipe Cama 

Fernando Velázquez

Flávia Junqueira 

Frederico Filippi

Jessica Mein

João Angelini

Jotapê 

Lau Guimarães 

Luciano Figueiredo

Luiz Braga

Marcelo Tinoco

Marcia de Moraes 

Mariana Martins 

Mauro Piva

Narcélio Grud 

Osmar Dalio 

Presto

Rafael Silveira e Flávia Itiberê 

Tec

Vítor Mizael

Vivian Caccuri

 



Obra: Celina Portella | Créditos: Ale Urch



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